É com a história do responsável pela chegada da tradicional dança folclórica maranhense, o bumba-meu-boi, à capital federal do Brasil que este blog abre suas portas aos internautas. Vivendo há 46 anos em Brasília, Teodoro Freire conta sua história ao blog Expressão Tocantina, relembrando aventuras, amigos e lutas. Mas ele também está antenado ao presente e, questionado sobre sua posição em relação à divisão do estado, ele dispara: “Eu sou contra porque o estado vai perder sua cultura, sua identidade, a pobreza vai ficar no norte do estado e riqueza vai dominar a Região Tocantina, onde estão os municípios de Imperatriz, Estreito, Açailândia, Porto Franco e outros”.
Ouça a entrevista com Teodoro Freire
Teodoro Freire, 89 anos, natural de São Vicente Férrer é um maranhense de fibra, que fez uma escolha na vida, acreditou e seguiu sua consciência até hoje. Falar desse maranhense é lembrar histórias diversas, sejam elas alegres, tristes. Mas é também conhecer um pouco da história do Brasil, do Maranhão e de vidas que se fizeram em torno dele.
Uma parte significativa da história desse corajoso homem tem início em 1953, quando ele decide deixar o estado do Maranhão por falta de emprego para ganhar a vida longe, há quase 3 mil quilômetros de São Luís. É no Rio de Janeiro que Teodoro chega para tentar a vida, aos 33 anos de idade, vindo de avião, com uma passagem doada por um amigo.
Logo de cara, o maranhense não gostou do que não viu. Isso mesmo, na Cidade Maravilhosa, as pessoas ignoravam o estado do Maranhão e afirmavam não saber do que se tratava, fato esse que desgostou Teodoro. “Minha maior tristeza foi chegar ao Rio de Janeiro e não ver nada do Maranhão. Todos os estados eram representados, de uma forma ou de outra, mas o Maranhão era ignorado”, lamenta ainda hoje o brincador de bumba-meu-boi.
Última atualização em Sáb, 27 de Março de 2010 10:44
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Construtora garante que a obra será concluída ainda em novembro
A via de acesso à “Ponte da Liberdade” no sentido Imperatriz (MA) ao município de São Miguel do Tocantins (TO) está em fase de conclusão. Todos os dias os empregados da Constran Engenharia, empresa responsável pela obra, trabalham para concluir o serviço o mais rápido possível. A inauguração, que estava prevista para o mês de outubro, teve que ser adiada para a primeira quinzena de novembro. A construtora garantiu que a conclusão acontece ainda nesse mês.
No Tocantins, o trecho de acesso já foi concluído há pouco mais de um mês, ainda na gestão do ex-governador Marcelo Miranda, e só aguarda a parte do Maranhão, para começar o fluxo de pessoas e veículos, que proporcionará maior crescimento econômico a Imperatriz e ao Bico do Papagaio (norte do Tocantins).
O governo estadual do Maranhão está se preparando para a festa de inauguração da ponte. Será a segunda inauguração de uma única obra. No governo de Jackson Lago houve a primeira, em 20 de março, antes de ele deixar o cargo. A “Ponte da Liberdade”, também chamada “Ponte da Amizade”, teve início na gestão do ex-governador José Reinaldo (PSB). Na gestão da governadora Roseana Sarney foram gastos, segundo informações do site do governo do estado, mais R$ 12 milhões para fazer as pistas de acesso e juntas de dilatação no vão principal.
A ponte que liga Imperatriz ao estado do Tocantins é uma das poucas istaiadas no Brasil (tipo de ponte suspensa por cabos constituída de um ou mais mastros, de onde partem cabos de sustentação para os tabuleiros da ponte). Uma balsa é responsável por fazer a travessia de pessoas, veículos e mercadorias há décadas. O serviço, no entanto, apesar de ter sido importante para a população maranhense e tocantinense está com os dias contados.
Números da obra A ponte tem 1.020 metros de extensão e 16 metros de largura, totalizando 16.658m2. Ela possui dois elevados, uma estrada de 3,8km do lado maranhense, e outra de 6,1km no estado de Tocantins, além de acesso para a BR-010.
A obra estava orçada em 104,05 milhões de reais, com recursos originários do Governo do Maranhão, mas custou mais de R$ 115 milhões de reais, embora interligue os dois estados e o sul do Pará. Durante a construção da ponte foram gerados na Região Tocantina mais de 700 empregos diretos. A Ponte da Liberdade vai integrar mais de 50 cidades do Maranhão, Pará e Tocantins, além de impulsionar o desenvolvimento na Região do Bico de Papagaio, que tem a pecuária como atividade econômica predominante, beneficiando também os setores da agroindústria e mineração.
Última atualização em Seg, 02 de Novembro de 2009 20:12
Fé e emoção marcam o festejo da padroeira do município
Fé, alegria, emoção, espírito comunitário. Essas são as palavras que explicam o festejo da padroeira de Imperatriz, Santa Teresa Dávila. Durante dez dias a cidade vive os ensinamentos da Santa que nasceu em Ávila, na Espanha. A igreja que leva seu nome, em Imperatriz, se enfeita e a população participa de celebrações que são traduzidas em momentos de partilha, oração e vivência da fé.
Foi no dia 15 de outubro, encerramento do festejo, que o blog Expressão Tocantina esteve presente e entrevistou alguns fiéis que seguem a padroeira do município. Nós acompanhamos a procissão da santa, considerada pelos imperatrizenses, co-fundadora do município. O evento foi marcado por forte emoção religiosa e veneração.
O padre Geraldo Braz de Oliveira, cooperador da paróquia Cristo Salvador, explicou o que representa a padroeira para a população local, e, contou também, um pouco da história dessa Santa, que arrasta uma multidão de fiéis, todos os anos, em procissão durante seu festejo que acontece há 157 anos.
“Representa um ato de fé e também de clamor a Deus, todo poderoso, que acompanha seus filhos e que deixou os exemplos grandes de fé para que nós, nos espelhando em alguém que viveu de corpo e alma diante de Deus, também tenhamos essa possibilidade. Ela é co-fundadora do município porque o fundador, frei Manoel Procópio, da ordem carmelita, chegou nessa cidade trazendo a imagem de Santa Teresa que fazia parte de sua ordem; por isso ela tornou-se co-fundadora onde habita o povo de Deus”, disse o padre.
Raimunda Oliveira Silva, que há 29 anos acompanha o cortejo, diz que a festa da Santa representa uma tradição viva, que fortalece sua fé e da população imperatrizense. “Essa festa para mim é uma coisa muito gratificante. Até porque nossa tradição jamais vai terminar - sempre vai continuar, cada dia mais. É uma festa muito importante em nossas vidas. Desde 1980 eu acompanho Nossa Senhora”.
Para a jovem Laiane Cristina Rodrigues de Brito, que acompanha o evento há 5 anos, o festejo representa voltar às origens de Imperatriz. Ela lembra que o evento é um momento de fé, mas também de celebração que recorda a história da construção do município.
“É um momento de retornarmos às nossas origens, até porque a padroeira da cidade veio junto com frei Manoel Procópio, então é um momento de celebração para a cidade e também de relembrarmos nossa história, fazer o trajeto que frei Manoel fez. É um momento que me emociona demais. É uma caminhada de fé muito grande”, explicou a jovem.
Santa Teresa Dávila se tornou co-fundadora do município porque Imperatriz foi fundada pelo frei baiano Manoel Procópio do Coração de Maria e sua Santa de devoção era Teresa Dávila. A festa da padroeira de Imperatriz acontece durante 10 dias, entre 6 e 15 de outubro. O pátio da Igreja dedicada a ela, que fica próximo às margens do Rio Tocantins, se enfeita, a Igreja entra em festa e o povo participa dos momentos de oração, celebrações e da procissão, que é o momento mais emocionante da festa. Os fiéis acreditam que o percurso é semelhante ao que o fundador da cidade fez com a imagem da santa em mãos, há quase dois séculos. Para fazer memória a essa crença, os fiéis saem de balsa subindo as águas do Rio Tocantins. Logo após, outra multidão aguarda às margens do rio para seguir por terra procissão.
Nós participamos desse momento e entrevistamos os fiéis que caminharam na procissão. “É bom para mim porque tudo que eu peço, ela resolve meus problemas. Acompanho há uns 12 anos”, revelou Janelsa Araújo Costa.
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Última atualização em Sex, 13 de Novembro de 2009 16:52
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Edmilson Sanches faz balanço do 7º Salimp e revela projeções para 2010
Dez dias depois do encerramento do 7º Salão do Livro de Imperatriz (Salimp) nós voltamos a conversar com o confrade da Academia de Letras de Imperatriz e um dos organizadores do Salão do Livro, Edmilson Sanches. Nosso objetivo foi fazer um balanço do maior evento literário e cultural no interior do Maranhão.
Sanches nos afirmou que o Salão alcançou os objetivos esperados e o próximo Salimp já tem data confirmada: “de 28 de agosto a 05 de setembro de 2010”. Para ele, o evento cresce e se profissionaliza a cada nova edição. Sobre as críticas e especulações de que o 8º Salimp poderá não ocorrer, ele respondeu: “Como já disse acima, o 8º Salimp vai ser realizado, com mais tempo, mais planejamento, mais apoios etc. A Academia nunca cogitou dar descontinuidade desse evento”.
O confrade também nos falou dos pontos negativos do Salão, entre os quais, ele destacou: “A nota mais dissonante foi a não concessão do tão amplamente divulgado bônus do Governo do Estado, no total de 300 mil reais (isto é, cem reais multiplicados por três mil professores) para aquisição de livros”.
Expressão Tocantina - Qual foi o balanço do 7º Salimp? O que as editoras acharam do evento? Quanto foi arrecadado?
Edmilson Sanches - O balanço foi positivo. A Academia Imperatrizense de Letras reuniu-se no dia 29 de outubro, e já confirmou: o próximo Salimp será de 28 de agosto a 05 de setembro de 2010. Confirmadíssimo, inclusive a participação da Prefeitura de Imperatriz e do Governo do Estado. Quanto à avaliação dos expositores, a grande maioria foi positiva, com manifestação de comparecer no próximo Salão. Valor arrecadado não tenho. Na tarde do domingo, 25 de outubro, último dia do 7º Salimp, com a participação de estagiários de Jornalismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), aplicamos pesquisa com vários itens, que inclui quantidade de livros vendidos (estimativa). Ainda estou tabulando, são muitos os dados; a pesquisa foi uma decisão pessoal.
Expressão Tocantina - Qual é sua avaliação do evento?
Edmilson Sanches - Com o histórico de quem foi o fundador da Academia, instituição realizadora do evento, e de quem foi seu presidente nos dois primeiros salões (antes, Semana Imperatrizense do Livro), avalio como positivo, válido e crescentemente maior. O Salimp vai-se realizar e deve ficar melhor. Pessoalmente, adquiri entre duzentos e duzentos e cinqüenta livros e outros itens (DVDs).
Expressão Tocantina -Acompanhamos em alguns blogs de Imperatriz comentários que o 8º Salão poderá não ocorrer. Isso é verdade? Houve quem dissesse que o evento serviu mais para passeio do que para compras, isso porque poucos tinham dinheiro no fim do mês.
Edmilson Sanches - É tão fácil a um blogueiro ligar para a Academia ou para um de seus membros. Não tenho hábito, nem tempo, de frequentar blogues, mas quem escreveu noticiando ou comentando, está enganado, quadradamente enganado. Como já disse acima, o 8º Salimp vai ser realizado, com mais tempo, mais planejamento, mais apoios etc. A Academia nunca cogitou dar descontinuidade desse evento.
Quanto a passear, o que se pode dizer contra isso? Alguém discorda de que passear entre livros (ainda que não os comprando) não é uma excepcional imagem a gravar-se na mente de jovens, crianças, adultos? Ouvi e reproduzi nas páginas que escrevia diariamente para “O Progresso”, um senhor sem maiores posses dizer: “—Nunca vi tanta riqueza junta!”. Não se atingem objetivos apenas negociando, vendendo. Para a cidade um Salão desse porte é também uma saudável opção de passeio. Os que são contrário a isso, devem ter escolhido outros itinerários de sua livre preferência – são tantos.
Última atualização em Ter, 09 de Março de 2010 12:46
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Livro inédito dá dicas para evitar plágio em trabalhos acadêmicos
Durante o 7º Salão do Livro de Imperatriz (Salimp) o jornalista e escritor Adalberto Franklin lançou o livro “Como evitar plágio em monografias: orientações técnicas para o uso de textos na internet”. A publicação é um material destinado, principalmente, a estudantes e professores do ensino superior, mas em entrevista ao blog Expressão Tocantina, o autor revelou também que o material pode ser bastante aproveitado por estudantes do ensino médio.
A ideia de publicar um livro que norteia estudantes a como não plagiar surgiu a partir da percepção do autor no aumento desenfreado de plágios em trabalhos acadêmicos. Franklin nos disse que a publicação também se deve porque ele sente uma falta adequada das instituições de ensino superior em orientar os docentes a usar as técnicas apropriadas para citar fontes.
“Verifiquei algumas monografias e percebi que em sua maioria não eram problemas de fraude ou cópia integral de textos alheios, e sim porque as citações e as referências não estavam de acordo com as exigências nas Normas Brasileiras (NBRs) da ABNT”, afirmou o autor.
O escritor, que estuda há mais de vinte anos as normas editoriais, gráficas e ortográficas para trabalhos científicos, acredita que o aumento de devolução de trabalhos acadêmicos se deve, de movo especial, porque as disciplinas de metodologia científica e da pesquisa não suprem as necessidades dos acadêmicos na hora de produzir trabalhos de disciplinas e de conclusão de curso (TCC). Esse fator foi impulsionador para ele escrever o livro.
“As disciplinas de metodologia não suprem as informações necessárias para se produzir um TCC adequadamente. Então, com os conhecimentos que tenho da questão, resolvi escrever esse livro, que imagino possa ser muito útil, suprindo essa lacuna hoje existente, visto que, segundo pesquisei, é o primeiro livro no Brasil que trata especificamente desse tema”.
Apesar de o plágio ter aumentado consideravelmente depois do avanço da internet, Adalberto nos antecipa que seu livro não trata apenas do plágio na web. “A internet é hoje tanto a fonte quanto o antídoto desse vírus chamado plágio que amedronta o ensino, especialmente o de nível superior. Ressalto, porém, que ele não aborda apenas as normas para textos da internet, mas todos os documentos e textos sujeitos à indicação de citações e referências, inclusive as lacunas deixadas pelas normas da ABNT”.
Última atualização em Ter, 09 de Março de 2010 12:46
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Última atualização em Sex, 30 de Outubro de 2009 15:28