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Entrevista - Teodoro Freire

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Uma vida dedicada ao bumba-meu-boi

É com a história do responsável pela chegada da tradicional dança folclórica maranhense, o bumba-meu-boi, à capital federal do Brasil que este blog abre suas portas aos internautas. Vivendo há 46 anos em Brasília, Teodoro Freire conta sua história ao blog Expressão Tocantina, relembrando aventuras, amigos e lutas. Mas ele também está antenado ao presente e, questionado sobre sua posição em relação à divisão do estado, ele dispara: “Eu sou contra porque o estado vai perder sua cultura, sua identidade, a pobreza vai ficar no norte do estado e riqueza vai dominar a Região Tocantina, onde estão os municípios de Imperatriz, Estreito, Açailândia, Porto Franco e outros”.

Ouça a entrevista com Teodoro Freire

Teodoro FreireTeodoro Freire, 89 anos, natural de São Vicente Férrer é um maranhense de fibra, que fez uma escolha na vida, acreditou e seguiu sua consciência até hoje. Falar desse maranhense é lembrar histórias diversas, sejam elas alegres, tristes. Mas é também conhecer um pouco da história do Brasil, do Maranhão e de vidas que se fizeram em torno dele.

Uma parte significativa da história desse corajoso homem tem início em 1953, quando ele decide deixar o estado do Maranhão por falta de emprego para ganhar a vida longe, há quase 3 mil quilômetros de São Luís. É no Rio de Janeiro que Teodoro chega para tentar a vida, aos 33 anos de idade, vindo de avião, com uma passagem doada por um amigo.

Logo de cara, o maranhense não gostou do que não viu. Isso mesmo, na Cidade Maravilhosa, as pessoas ignoravam o estado do Maranhão e afirmavam não saber do que se tratava, fato esse que desgostou Teodoro. “Minha maior tristeza foi chegar ao Rio de Janeiro e não ver nada do Maranhão. Todos os estados eram representados, de uma forma ou de outra, mas o Maranhão era ignorado”, lamenta ainda hoje o brincador de bumba-meu-boi.


Os anos passaram, e com persistência a dança maranhense, pelas mãos de Teodoro, brincou pela primeira vez no Rio de Janeiro, no bairro de Bonsucesso. Foi ali que ele deu o primeiro rumo naquilo que queria buscar para si mesmo, ou seja, sua verdadeira vocação: montar um grupo de bumba-meu-boi. O maranhense não prosperou como queria na cidade do Cristo Redentor e, em 1961, quis voltar à terra natal. No meio do caminho, porém, uma mudança de plano.

Amigos

 

Teodoro Freire, 89 anosTeodoro fez uma parada na nova capital do país, enquanto esperava um outro amigo com uma promessa de trabalho no Maranhão. Só que o emprego não veio, e Teodoro resolveu ficar. Foi assim que a dança de maior expressão do folclore maranhense balançou pela primeira vez no primeiro aniversário de Brasília.
Teodoro faz questão de lembrar quem foi o responsável por levar a dança maranhense à capital federal. “Decidi voltar ao Maranhão, mas eu resolvi dar uma parada na recém fundada Brasília. Ali o boi brincou pela primeira vez, graças ao convite do escritor maranhense Ferreira Gullar, um amante da brincadeira, que eu conheci muito quando ele era vivo”.

Na capital do país, o brincador de boi foi convidado a trabalhar na Câmara dos Deputados, mas não aceitou. Depois, veio o convite para trabalhar na Universidade de Brasília (UnB), onde ficou por 28 anos. Entre os amigos que fez ali estão dom Raymundo Damasceno, atual arcebispo de Aparecida (SP), e Darcy Ribeiro, primeiro reitor da instituição.

Atualmente, a dança maranhense brinca principalmente em escolas do Distrito Federal, nas apresentações do Centro de Tradições Populares, grupo criado por Teodoro e que agora está nas mãos de seu filho Guará Freire. Teodoro já não acompanha mais o grupo, composto por 50 integrantes, mas isso não compromete a tradição, que tem continuidade na família.

O Maranhão e a Região Tocantina

maranhense Teodoro FreireSobre o Maranhão, Teodoro Freire diz que lamenta a pobreza na qual vive o estado. Ele afirma que apesar de morar longe sente a desunião do estado, sobretudo dos políticos. Para ele, a discussão sobre a divisão do estado é inaceitável, porque isso não vai melhorar a situação. “Eu sou contra a divisão do estado porque o Maranhão nasceu um único estado e deve permanecer assim para sempre”.
No encerramento da entrevista, Teodoro Freire manifestou um desejo que gostaria de ver realizado.

“Gostaria muito que a base de lançamento de foguetes de Alcântara deixasse de atuar no Maranhão, pois é triste o que ela causa à população daquele município. As pessoas deixam seu lar para aquela base continuar seu trabalho ali. É uma maldade o que eles fazem com o povo”.

Comentários (2)
de qual comida tipica ele mais gosta
2 Qua, 25 de Novembro de 2009 09:00
mari marianai
de qual time ele mais gosta flamengo ou sao paulo
que time seu teodoro freire torce
1 Qua, 25 de Novembro de 2009 08:49
mariana mari
do que ele mais gosta na vida

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Última atualização em Sáb, 27 de Março de 2010 10:44  


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Última atualização em Sex, 30 de Outubro de 2009 15:28