Fé e emoção marcam o festejo da padroeira do município
Fé, alegria, emoção, espírito comunitário. Essas são as palavras que explicam o festejo da padroeira de Imperatriz, Santa Teresa Dávila. Durante dez dias a cidade vive os ensinamentos da Santa que nasceu em Ávila, na Espanha. A igreja que leva seu nome, em Imperatriz, se enfeita e a população participa de celebrações que são traduzidas em momentos de partilha, oração e vivência da fé.
Foi no dia 15 de outubro, encerramento do festejo, que o blog Expressão Tocantina esteve presente e entrevistou alguns fiéis que seguem a padroeira do município. Nós acompanhamos a procissão da santa, considerada pelos imperatrizenses, co-fundadora do município. O evento foi marcado por forte emoção religiosa e veneração.
O padre Geraldo Braz de Oliveira, cooperador da paróquia Cristo Salvador, explicou o que representa a padroeira para a população local, e, contou também, um pouco da história dessa Santa, que arrasta uma multidão de fiéis, todos os anos, em procissão durante seu festejo que acontece há 157 anos.
“Representa um ato de fé e também de clamor a Deus, todo poderoso, que acompanha seus filhos e que deixou os exemplos grandes de fé para que nós, nos espelhando em alguém que viveu de corpo e alma diante de Deus, também tenhamos essa possibilidade. Ela é co-fundadora do município porque o fundador, frei Manoel Procópio, da ordem carmelita, chegou nessa cidade trazendo a imagem de Santa Teresa que fazia parte de sua ordem; por isso ela tornou-se co-fundadora onde habita o povo de Deus”, disse o padre.
Raimunda Oliveira Silva, que há 29 anos acompanha o cortejo, diz que a festa da Santa representa uma tradição viva, que fortalece sua fé e da população imperatrizense. “Essa festa para mim é uma coisa muito gratificante. Até porque nossa tradição jamais vai terminar - sempre vai continuar, cada dia mais. É uma festa muito importante em nossas vidas. Desde 1980 eu acompanho Nossa Senhora”.
Para a jovem Laiane Cristina Rodrigues de Brito, que acompanha o evento há 5 anos, o festejo representa voltar às origens de Imperatriz. Ela lembra que o evento é um momento de fé, mas também de celebração que recorda a história da construção do município.
“É um momento de retornarmos às nossas origens, até porque a padroeira da cidade veio junto com frei Manoel Procópio, então é um momento de
celebração para a cidade e também de relembrarmos nossa história, fazer o trajeto que frei Manoel fez. É um momento que me emociona demais. É uma caminhada de fé muito grande”, explicou a jovem.
Santa Teresa Dávila se tornou co-fundadora do município porque Imperatriz foi fundada pelo frei baiano Manoel
Procópio do Coração de Maria e sua Santa de devoção era Teresa Dávila. A festa da padroeira de Imperatriz acontece durante 10 dias, entre 6 e 15 de outubro. O pátio da Igreja dedicada a ela, que fica próximo às margens do Rio Tocantins, se enfeita, a Igreja entra em festa e o povo participa dos momentos de oração, celebrações e da procissão, que é o momento mais emocionante da festa. Os fiéis acreditam que o percurso é semelhante ao que o fundador da cidade fez com a imagem da santa em mãos, há quase dois séculos. Para fazer memória a essa crença, os fiéis saem de balsa subindo as águas do Rio Tocantins. Logo após, outra multidão aguarda às margens do rio para seguir por terra procissão.
Nós participamos desse momento e entrevistamos os fiéis que caminharam na procissão. “É bom para mim porque tudo que eu peço, ela resolve meus problemas. Acompanho há uns 12 anos”, revelou Janelsa Araújo Costa.
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Há quem acredita em graças alcançadas e em curas feitas pela Santa padroeira. É o caso de Ivoneide de Brito, que há três anos acompanha o cortejo. “Cheguei aqui com muita de dor na garganta, mas, em pouco tempo, já estou ótima, não estou sentindo nada. A procissão representa tudo para mim. A Igreja Católica para mim é tudo. Me sinto muito emocionada. No próximo ano vou vir com minha mãe. Ela fez uma promessa, que se conseguisse uma casa ela viria para a procissão participar com as cinco filhas dela”.
Já outros, como a jovem Lana Neto Gomes, que estava de braços dados com sua mãe durante todo o trajeto por terra, disse que segue a Santa porque sente alegria em participar do momento de fé. “Eu sinto alegria, fé. Faz cinco anos que participo. Eu sinto muita fé porque a procissão enche o meu coração de alegria. É um momento que faz parte da minha vida”. Questionada se acredita na Santa, Lana não hesitou: “Eu acredito em Santa Teresa Dávila, com toda certeza”.





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